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Política

Discussões sobre a regionalização dos serviços de proteção social especial chegam à região Sul

Integrantes da Gerência de Proteção Especial da Setas estão nesta terça, 18, em Gurupi, para negociar com prefeitos, secretários municipais de assistência social e técnicos da área a cooperação técnica para implantação de Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas), além de serviços de acolhimento regionalizados.

18/06/2019 14h55
Por: Redação
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O objetivo é promover cooperação técnica entre os municípios para garantir a implantação de Creas e serviços de acolhimento
O objetivo é promover cooperação técnica entre os municípios para garantir a implantação de Creas e serviços de acolhimento

Integrantes da Gerência de Proteção Especial da Secretaria de Estado do Trabalho e Desenvolvimento Social (Setas) estão nesta terça, 18, em Gurupi, região Sul do Estado, para negociar com prefeitos, secretários municipais de assistência social e técnicos da área a cooperação técnica para implantação de Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas), além de serviços de acolhimento regionalizados.

Sobre o encontro, a prefeita de Santa Rita do Tocantins, Neila Maria Morais, destaca a importância da união entre os municípios. “Especialmente para nós, municípios de pequeno porte, essa regionalização é muito importante e hoje nós estamos aqui para firmar o compromisso de contribuir nessa pactuação”, pontua a gestora.

Secretária Municipal de Assistência Social de Palmeirópolis, Ana Paula Vaz, explica que acompanha o processo de regionalização, iniciado em 2013, e destaca que o encontro é mais um grande passo rumo à concretização desses serviços. “Como conhecedora da realidade e uma das representantes da região Sudoeste na Comissão Intergestores Bipartite do Estado (CIB) destaco que é de suma importância para os municípios essa regionalização, para atender a nossa demanda”, comenta.

Já Joenis Ramalho, diretora da Secretaria Municipal de Assistência Social de Gurupi, cidade-núcleo do programa de acolhimento para os municípios da região, explica que o município já atende demandas das cidades vizinhas e a regionalização do serviço vem para oficializar a contrapartida dos municípios vinculados.

Regionalização

Recentemente, a Setas iniciou uma série de visitas aos municípios tocantinenses a fim de realizar cooperação técnica para implantação de Centros de Referência Especializados de Assistência Social (Creas) e serviços de acolhimentos regionalizados. O cronograma de visitas engloba nove regionais. São elas: Taguatinga, Dianópolis, Paraíso do Tocantins, Gurupi, Porto Nacional, Axixá, Xambioá, Wanderlândia e Pedro Afonso.

Família Acolhedora

É um serviço que organiza o acolhimento de crianças e adolescentes afastados da família por medida de proteção em residência de famílias acolhedoras cadastradas. O acolhimento é previsto até que seja possível o retorno à família de origem ou, na sua impossibilidade, o encaminhamento para adoção. O serviço é o responsável por selecionar, capacitar, cadastrar e acompanhar as famílias acolhedoras, bem como realizar o acompanhamento da criança ou adolescente acolhido e sua família de origem.  

Para garantir o êxito do programa, existe um trabalho social essencial que envolve, dentre outras coisas, seleção, preparação, mobilização e fortalecimento do convívio e de redes sociais de apoio, além da articulação interinstitucional com demais órgãos do Sistema de Garantia de Direitos.

Creas

A Política Nacional de Assistência Social (PNAS) tem a família como foco para o trabalho social a ser desenvolvido pelos serviços da rede socioassistencial. O Cras e o Creas são espaços que buscam o empoderamento destas famílias e de seus membros para o enfrentamento das situações de vulnerabilidade e de risco social.O Cras trabalha na prevenção de ocorrências de risco, enquanto o Creas, especificamente, trabalha com pessoas em que o risco já se instalou, oferecendo apoio especializado a estas pessoas e/ou famílias.

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