MEIO AMBIENTE

Cheiro de urina e fezes atormenta gurupienses próximo à BR 153

Problema é causado pelo descarte dos dejetos dos ônibus de linha, ao final da Rua C, no Setor Waldir Lins II

03/03/2020 06h04Atualizado há 1 mês
Por: Redação
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Marcas no asfalto denotam o descarte dos ônibus
Marcas no asfalto denotam o descarte dos ônibus

Urina e fezes acumuladas nos WC’s dos ônibus durante as viagens vão para um tanque localizado embaixo do veículo, e os dejetos são descartados ao final de cada viagem. O procedimento, às vezes, é realizado durante o percurso a depender da distância que está sendo percorrida, geralmente em uma das paradas do veículo. Dentro do tanque de armazenamento há um produto químico que ajuda a diluir o material orgânico.

O descarte é feito por meio de um tubo ligado a uma rede de esgoto que se conecta à abertura do tanque de armazenamento. Basta que o motorista (ou outro operador) aperte um botão para que os dejetos passem pela mangueira e sejam liberados. Depois, a mangueira é removida, a porta é fechada e entram em cena mais produtos químicos para disfarçar o cheiro dentro do ônibus. Estas informações são encontradas nos manuais das empresas de ônibus.

O problema é que o procedimento padrão previsto nos manuais não está sendo respeitado. Ao menos, não em Gurupi. Isto é que se pode ver (ou sentir) claramente ao passar pela Rua C, no setor Waldir Lins II. É por esta pista que os ônibus passam para chegar à marginal da BR 153 depois que saem da rodoviária seguindo em direção ao Norte.

A Rua C tem uma ladeira na última quadra antes da marginal. “É neste trecho que começa o descarte”, diz Ailson Barbosa, gerente da Rádio Nova FM, que tem estúdio no local. A operação ‘descarte’, no entanto, se dá por completo na rede de esgoto que está na marginal, logo após o final da Rua C. Ali, segundo o empresário Cleonaldo Wagner, os veículos param para despejar urina, fezes e o produto químico na rede nas bocas de lobo.

“Já veio aqui, a pedido nosso, o pessoal da prefeitura, mas até agora não tivemos uma ação para proibir este absurdo”, diz Cleonaldo. “Eu, meus funcionários, os clientes, as pessoas que moram nas imediações sofrem muito com isso, mas o problema maior que eu vejo é para o meio ambiente, pois tudo vai direto para o Córrego Mutuca”, completa.

Segundo o encarregado pela Vigilância Sanitária em Gurupi, servidor Ronaldo Veras, o problema ainda não chegou de forma oficial até o seu departamento. “Assim que chegar, montamos um processo para investigar e tomaremos as providências”. Estas providências, diz ele, incluem orientar, notificar e até punir, se for o caso, as empresas que estejam agindo desta forma.

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